terça-feira, 10 de março de 2015

Petrobrás e Política


    A Petrobrás é a maior empresa do Brasil, mas não é só a maior. Ela fatura do dobro do segundo lugar no ranking (Banco Itaú), e é a quinta maior do mundo em valor de mercado no mundo (a primeira seria Exxon também do ramo petroleiro). No ranking das maiores há domínio completo de empresas Americanas e Chinesas (as duas maiores economias do mundo). Conclusão óbvia: não existe economia de grande porte sem empresas. A Petrobrás foi criada contra vontade de muita gente. Era importante disseminar a ideia que não existia petróleo no Brasil, depois que ele seria inviável, depois que ele não seria vantajoso. Inaugurou quase todas as refinarias na década de 50, 60, 70... e construiu-se mais algumas nas última décadas.

    Esse porte majestoso da Petrobrás permite que se puxe junto com ela, pra lista das maiores, suas empreiteiras fornecedoras dela. Contratos de licitação da Petrobrás permitiam que as empreiteiras abocanhassem até 1/5 do valor e doassem parte da "comissão" aos partidos políticos. Ao ver o valor das campanhas políticas há uma correlação perfeita entre gasto e resultado. Dilma ganhadora recebeu 65 milhões em doações das empreiteiras, Aécio segundo 40, Marina em terceiro 17. Ou seja, as doações não só influenciam o resultado das eleições, elas ditam. A operação Lava Jato da PF deixa claro que as alternativas seriam:

  • Que os eleitores usem alguma inteligência na escolha dos candidatos.
  • Que o financiamento empresarial de campanha acabe.
  • Que acabe a influência política nesta e outras empresas.
Todas as possibilidades parecem longe de se tornarem realidade.
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