quarta-feira, 14 de maio de 2014

A falácia da Meritocracia


A falácia da Meritocracia

O mérito é algo tão intangível quanto o conceito de liberdade. Dizer que fulano merece mais de beltrano é a absolutamente subjetivo... Ele merece por quê? Porque é mais rico!? Porque o pai dele é mais rico? Porque ele é mais bonito!? Porque ele estudou mais horas!? Por que ele tem diploma, o outro não? Tudo isso é bobagem, todo mundo se considera merecedor.
Processo não olha quem,ele simplesmente segue. E deve ser assim.
Sob o ponto de vista de uma empresa o merecimento deveria ser para aquele que trás mais resultados para os clientes. Por isso algumas pessoas pensam que no ponto de vista de uma sociedade é para aquele que mais trabalha. Mas como demitir os improdutivos numa sociedade? E isso seria justo? Aqueles que se tornam improdutivos porque a sociedade não os permitiu serem, devem, e merecem, serem expulsos na visão meritocrática.
Em uma empresa a meritocracia deveria ser vista como uma meta intangível. Meu amigo merece ser promovido. Afinal ele bom, mas é meu amigo e eu acho que meu amigos merecem.. por acaso alguém discorda? Esse pensamento é tão correto quanto aquele que define que quem tem uma cerificação, ou diploma, ou um cargo diferente, merece mais a quem não tem - mesmo que isso não represente melhora ao produto entregue. Sempre existem pontos de vistas que levam a situações injustas, em qualquer modelo. Por outro lado ter um modelo que não depende da ação humana (subjetiva) é mais correto, que não tê-lo.
A definição das metas pessoais não pode ser desconexa com as expectativas dos clientes, e não pode ser avaliada com métricas subjetivas. Se o processo de promoções de uma empresa não for estrito como de um fluxo-grama, a empresa está bem longe de se chamar meritocrática.  Podemos ver que a falta de produtividade tem quase igual parcela de culpa na própria empresa, em alocar a pessoa errada, desmotivá-la e etc... Por outro lado se tiver processos objetivos e claros ela está mais próxima, porém ainda não perto, da meritocracia. Afinal o cumprimento de normas deveria ser técnico (isto é cego) e isso é justo?

O maior exemplo de todos é o concurso público. Uma prova de conhecimentos, visa estabelecer um critério igual. Não quer dizer que quem é aprovado é superior de forma geral, mas é um ponto de vista muito específico que visa dar tratamento igual. É um processo injusto (que escolhe quem tem melhor memória), mas se esse processo dependesse de critério subjetivos seria pior do que é. É o caso de: ruim com ele, pior sem ele.